quinta-feira, 22 de abril de 2010
carol don't lie
hoje, quando o silêncio parou por completo, meu quarto parecia brasa. as fichas se espalhavam pelo chão, os cartões sobre a mesa, o pó sobre tudo. o vento sopra e o silêncio se espalha, faz voar todas as palavras e as batidas da música que não toca os ouvidos. as fotos me olham de rabo de olho, esperando a reação dos meus impulsos mais que nervosos. tudo parado, e o silêncio a soprar as ruas apinhadas de gente, a festa de bairro, os inferninhos da lapa. alguém diz que o som volta a rondar as pedras do arpoador, mas nada ouço além das fotos queimadas sopradas sobre o chão e dos cartões sendo batidos sobre a mesa cheia de pó.
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