sexta-feira, 11 de novembro de 2011
eu te amo, e sinto muita falta do que outrora fomos, mas toda essa confusão há de passar. não pararei meu caminhar pelo simples prazer de ser sua sombra, mesmo não deixando sumir as pegadas que deixo. não quero exaltar a carcaça do que outrora foi nosso amor, é apenas a saudade que me deixa fraco ao ponto de cair aos seus pés. tenho plena consciência do que vim a ser com os dias... que grande bobagem fizemos nós. que grande bobagem fizemos nós quando nos tornamos esses dois monstros a assombrar a vida dos que mais queremos bem. sempre direi que te amo, sempre direi que sou teu espelho, porque no fundo sabes que somos apenas dois no formato de um. e como amamos, e como cantamos felizes noites e noites adentro. mas cansou voc~e, agora canso eu. eu te amo, e sinto muita falta do que outrora fomos.
madrugadas telefônicas
sejamos sinceros: ninguém quer voltar a olhar para trás. nós dois já nos machucamos demais entre as idas e vindas da nossa insanidade, já nos perdemos demais entre cheiros e toques, para macular a pureza do que sentimos. e somente eu e você sabemos o quanto sentimos, o quanto sofremos, o quanto amamos. ninguém vai poder dizer que foi perfeito, ninguém vai poder dizer que foi ingênuo. somente nós.
eu não sabia por onde começar a caminhar quando nossos pés se desencontraram, a cama estava em outro canto do quarto, as caixas de madeira empilhadas em outro cômodo. ninguém sabia o que significava aquela colcha pendurada na janela, aquele espelho amarrado ao armário do banheiro. ninguém viu o desenho coberto pela tinta fresca, os arranhões nas paredes, o desespero acumulado em cada canto da casa.
não, não voltaremos a olhar para trás, pois foi tudo lindo e intenso enquanto restava a esperança de sermos o um-só que nunca poderia existir, nem ansiaremos por um futuro reencontro. seguiremos em frente, e quase sem guardar rancor olharemos para o outro lado da rua, a observar o que não veio.
madrugadas telefônicas
sejamos sinceros: ninguém quer voltar a olhar para trás. nós dois já nos machucamos demais entre as idas e vindas da nossa insanidade, já nos perdemos demais entre cheiros e toques, para macular a pureza do que sentimos. e somente eu e você sabemos o quanto sentimos, o quanto sofremos, o quanto amamos. ninguém vai poder dizer que foi perfeito, ninguém vai poder dizer que foi ingênuo. somente nós.
eu não sabia por onde começar a caminhar quando nossos pés se desencontraram, a cama estava em outro canto do quarto, as caixas de madeira empilhadas em outro cômodo. ninguém sabia o que significava aquela colcha pendurada na janela, aquele espelho amarrado ao armário do banheiro. ninguém viu o desenho coberto pela tinta fresca, os arranhões nas paredes, o desespero acumulado em cada canto da casa.
não, não voltaremos a olhar para trás, pois foi tudo lindo e intenso enquanto restava a esperança de sermos o um-só que nunca poderia existir, nem ansiaremos por um futuro reencontro. seguiremos em frente, e quase sem guardar rancor olharemos para o outro lado da rua, a observar o que não veio.
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