domingo, 30 de janeiro de 2011

sabe que faz sentido?!
sabe que nem faz sentido?!
sabe que é ilegal?!
sabe que é incontrolável?!
sabe que é instintivo?!
sabe que é viceral?!
sabe que é ilegítmo?!
sabe que é parte de mim?!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

cinquenta graus

re
con
fi
gu
ran
do
tarde sem nuvem
sem pluma que voa
estamos no topo
da escala global
calotas derretem
polares sorvetes
sob o sol carioca
e meus cinquenta graus
re
a
que
ci
men
to
microondas divino
da cabeça aos gases
dos buracos de ozônio
de camadas singulares
erguendo exércitos
destruindo degetos
escolhas inconscientes
de suicídio em massa
re
cons
ci
en
ti
za
ção

glo
bal

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

subi querendo descer
escrevi querendo dizer
fui querendo não ser
e enfim, ainda caminho

achei querendo perder
ganhei querendo encontrar
brinquei querendo fugir
parti sem nunca chegar

mas deixei no varal
as lembranças secas do objetivo
e num traço não tão acertivo
risquei listas, construí caminhos

e nesses córregos por mim criados
rasgada a confusão desses traços
o caminho e a fossa lado a lado
dessa irregular linha reta do tempo
hoje acordei com saudade, típica saudade daqueles que deixam vidas para trás e alcançam vidas para frente, pelo meio, em todos os passos dados e mau dados. senti falta das bagunças que nunca mais vi, das regalias daqueles que cuidaram de mim, do cheiro do seu primeiro feijão. e se não for suficiente simplesmente amar quem está lá, amo o passado como parte do que me faz hoje ser único de raízes fincadas nas núvens que cortam meus céus, nas águas dos rios que rasgam meu solo, no solo que marca minha estrada. mas aqueles desenhos que minhas núvens faziam no céu, de meus rios se encontrando e entrecortando, de minhas estradas de chão batido, já não me são familiares.
alguém, por favor, me mostre o caminho para todos os meus tempos?

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

não quero!

não quero te ver
não quero te ler
não quero entender
não quero saber
não quero querer
não quero pensar em você!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

nem te quero mais

eu achei fraco o seu olhar
e quis de novo
achei amargo o teu beijo
e pedi outro
não quis sentir mais teu querer
e quis teu corpo
eu não queria amar você
e amei em dobro

eu que cruzei outros caminhos
te relembrei
nos corpos até de outro gênero
te achei
e me taquei na noite até
os raios da sua manhã
eu que já nem te quero mais
te desejei

será que nem toda lonjura
vai fazer parar
esse tremer de mãos que tenho ao te encontrar?
e esse sorriso que hoje não é para mim
será que se eu desejar, vai ver o fim?