domingo, 22 de julho de 2007

recorte e cole



dormência, restos de noites sem sono. sabe quando os músculos pulam por excesso? bem isso. motivo? nenhum.


distância de um cheiro, de um ronronar, de pernas longas dando nó. e ninguém mais reclama que não coloquei água no prato sujo.


.não.tenho.uma.peça.de.roupa.na.casa.da.minha.mãe.para.sair. mesmo.


_essa banda é uma das nossas influências...

_mas eles têm outra influência senão o los hermanos? O_o


o puteiro ferve quando as putas são amigas. ainda tenho tanta bebida sem gastar nada, que fico de ressaca só de pensar que amanhã vou beber até cair desacordado. amém.


até que os olhos mudem de cor.

domingo, 15 de julho de 2007

pelos dutos


observe as calhas, curvam-se a cada tiquetaquear de gotas. acumulam poeira trazida pelo vento. guardam dentro de seus dutos uma história daqui e do outro lado da rua, do bairro, quem sabe do país? vai juntando, e perdendo detalhes, deformando conforme se pesa. cada junta já não é mais a mesma. olhe dentro das calhas, tudo aquilo que juntou de uma história de retalhos desconexos em sua mente, mas que faz uma lógica mecânica funcionar com uma maestria doentil. e observando o seu reflexo nos restos da chuva da noite passada, pode ver que perder o fio da meada pode ser tão fácil quanto perder a própria carteira dentro do seu quarto.

o que sai por meu gargalo hoje não é a metade da história, mas as sobras da noite passada. o que sai pela boca dos canos é o que não dá mais para segurar nas ranhuras impermeáveis. o que jorra e é guiado para as sargetas da praça é o que veio da sua camisinha usada, suja por alguém que nunca mais vi, do meu corpo suado por alguém tocado uma só vez, uma voz que nunca acordou nenhum de nós.

o que me transborda? os documentos que precisarei tirar nova via.