sexta-feira, 14 de maio de 2010

i can't believe what you said to me
when i told you i was a lie
you've made a hardcore
with my lullaby
lullaby
and i can't believe
how you've looked at me
when i've shown myself so insecure
my bad instinct and
my wrong behavior
took me where i am not so sure

can you fix me if i break
and is my drunk line a safe place

now i take care of myself
not being somebody else for you
being somebody else
somebody
now i'll keep my mental health
not being somebody else for you
being somebody else
somebody

i can't believe
how i've changed myself
just to fit in your fuckin' pattern
you're not my lover
or even father
or father
and i can't believe how you took your finger
right behind my crossed eyes
but now i'll show you
that i don't need it
or anybody else to fly

and now i see the fun i've left behind
for just a silly game that i have tried
not to play but now
the pieces of our friend
falls apart all around

and after all the beers and the drugs
i've used with you
can you give it all up?
can we give it all up to use
and after all the boys
that i have kissed to bother you
can i give it all up
can we give it all up
if i promise boy to you

that i'll never lie again
and i'll never play again
and i'll never hear your songs
or even talk along
i won't pretend again

quinta-feira, 6 de maio de 2010

papo no gramado

mais uma tarde de espera. à espera da cliente atrasada, da ligação não retornada, da conseqüência do que me dizem por aí, mas mesmo assim eu preciso manter o foco pelo menos até o fim do dia, que é quando deixarei todas as armas e deitarei naquela grama verde do meu sonho distante, onde o cheiro de erva fresca queimando na fogueira domina o ar leve e fresco da paisagem bucólica. no céu, os diamantes grudados no9 negro cetim da noite brilham de dentro pra fora da minha alma, refração de milhões de cores numa só, fazendo minha visão turvar morna, as lágrimas escorrem felizes enquanto aquece quase que instantaneamente todas as partes dos meus três corpos.
sinto as nuvens chocando-se umas contra as outras, pesando em chuvas que formam cascatas toda a força da noite em pleno vapor, aqueles risos aditivados que vinham nem lembro mais de onde e a falta de pudores em rasgar todos os véus somente para saciar a vontade de ver além fazia com que nós, do escuro desconhecido e dessa distância do chão, desse lisérgico deserto onde vemos tanta gente que de nada existem, tropecemos uns nos outros, vendados pelos vapores escuros e por essa alegria tão naturalmente despertada quando os agentes de sabor do meu marlboro azul.
e mais uma vez nos perdemos em nossos próprios problemas, dissertando sobre quem deve receber mais atenção , de quem nem sabe da nossa história, nem entende o que se quer dizer quando nos aproximamos, e que certamente entende melhor que todos vocês juntos o que acontece entre cada vez que nos olhamos de perto.
talvez hoje eu até mesmo tente embrulhar a culpa, jogá-la na fogueira, e até mesmo fingir que sinto seu peso, já que tudo muda tanto o tempo todo que as variáveis já são constantes no nosso modo de ver as coisas. mas eu já não copio esse movimento ingrato de levantar o dedo para julgar os outros quando, só por achar alguém que concorde com você, acha que seus atos não deverão passar pela tribuna do juízo final. ter que deixar as coisas acontecerem é só mais uma forma de análise, pois essa posição passiva já é demais cansativa para me deixar de hiato durante meses.
e sabe, parando assim para analisar mais de perto os fatos, as coisas já não vêm mais se encaixando da forma que deveria, ou como costumava ser, ou melhor ainda como ainda costumava ser quando estávamos com essas vendas de vapor escuro, cada dia mais pesada venda, mais fortemente amarrada contra nossos olhos, , nossos chackras, nossas emoções. dá vontade de gritar às vezes bem alto em alto e bom som mais alto das auto induções que criamos a varias mãos e não percebemos que a verdade já se esgarçou a tal ponto que as suas tramas se confundem dentro da mesma caixa que hoje jogo no incinerador como forma de parar de analisar sentimentos que me cansam mais que.