mas só de lembrar meu cheiro em teu cobertor, sua letra nos meus cadernos, minhas marcas entrecobertas por teus pêlos, gira meu sangue sob a pele!
quinta-feira, 28 de abril de 2011
por te amar num susto
um friozinho na pele e uma saudade que embrulha o estômago me levantaram às sete da manhã sem nenhum motivo. três horas antes do primeiro compromisso me deram tempo para pensar no presente e no futuro, e ver que o mundo me reservou as melhores minas preciosas da temporada. se não tivesse eu perdido nesse mundo transloucado, onde levariam-me essas botas, que estradas me esperariam?
terça-feira, 19 de abril de 2011
odeio a aflição da falta de quando você não está!
e odeio esperar! odeio esperar!
odeio essas tardes que pretendem não ser
e essa sensação fria
essas falta de prazer
odeio ser frágil onde me esperam grande
e espontâneo quando me querem comedido
mas sou assim, partes
cheios, vazios e intervalos
e o que seria eu se não o fosse?
odeio essas tardes que pretendem não ser
e essa sensação fria
essas falta de prazer
odeio ser frágil onde me esperam grande
e espontâneo quando me querem comedido
mas sou assim, partes
cheios, vazios e intervalos
e o que seria eu se não o fosse?
segunda-feira, 18 de abril de 2011
soneto distante
quisera eu montar as linhas
das pontes reversas que se cruzam
e das encruzilhadas frias que separam
o meu caminho e o que te levas.
das pontes reversas que se cruzam
e das encruzilhadas frias que separam
o meu caminho e o que te levas.
queria eu apagar contornos
desmatar selvas de prédios espelhados
e cuspidores de fumaça que entopem vias
todas essas curvas, todos os afrescos
e cuspidores de fumaça que entopem vias
todas essas curvas, todos os afrescos
criaria via única, expressa
uma ponte ou trem bala
que cruzasse os rios do meu rio.
uma ponte ou trem bala
que cruzasse os rios do meu rio.
pista plana em linha reta
deixe a janela aberta
que eu vou te dar boa noite.
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