domingo, 22 de abril de 2012

eu não consigo desviar meu pé da estrada
que enamora meus caminhos com os seus
que transborda ansioso pela carta
que ainda quererás me escrever
e transita pelos temas mais batidos
pelos nós que nossa linha adquiriu
mas não há tempo pra deixar à armadura
não há tempo pra deixar de não provar
de provar, e deixar escorrer aos lábios

então sorva, oh criança, sorva
toda ânsia e ímpeto que à alma clama
minha loucura, é parte nossa.

sábado, 14 de janeiro de 2012

tô de saco cheio de ter minha vida sempre fudida pelo externo. não sei como ser diferente, e não sei com ser igual a todos. não sei ser receptivo quando tudo que me ronda é feito de núvens. não sei ser eu mesmo quando sou coagido e não sei ser natural quando conspiro contra mim. pois meu botão de auto sabotagem é ao lado do botão do portão eletrônico, e sempre aperto um quando tento apertar o outro. porque um bicho com medo é capaz de entregar o tabuleiro, e eu tenho medo o tempo todo. e eu não sei o que fazer com toda essa merda que sinto, e nem sei fazer fluir todo meu sangue na direção que quero sem fazer merda pelo caminho. eis um cara frustrado com seus próprios sentimentos. pois já não sei o que é diferente de mim e bom, ou semelhante tão demoníaco quanto, já que quando olho para mim, nada mais vejo que a maldade alheia impregnada em meu poros. e nem relevante mais sou eu, já que o fim do meu ciclo deve chegar assim que as pílulas fizerem efeito, e eu já não responder mais pelos meus desatinos, já que vivo brigando, tentando, lutando, egladiando-me contra minha palavfras

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

sei que preciso te amar calado
e viver poemas de fora pra dentro
e ficar atento a cada momento
para não mostrar o sentimento errado

só sou explícito quando disfarço
nessa bagunça de sentimento
e há tanto ainda que não entendo
que sem entender eu somente calo

e o medo é só minha cria fraca
e meu devaneio é razão segura
minha objeção é marca do tempo

e o nosso amor é a dupla faca
que sem me tocar ainda perfura
o bater no peito que não compreendo

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

eu te amo, e sinto muita falta do que outrora fomos, mas toda essa confusão há de passar. não pararei meu caminhar pelo simples prazer de ser sua sombra, mesmo não deixando sumir as pegadas que deixo. não quero exaltar a carcaça do que outrora foi nosso amor, é apenas a saudade que me deixa fraco ao ponto de cair aos seus pés. tenho plena consciência do que vim a ser com os dias... que grande bobagem fizemos nós. que grande bobagem fizemos nós quando nos tornamos esses dois monstros a assombrar a vida dos que mais queremos bem. sempre direi que te amo, sempre direi que sou teu espelho, porque no fundo sabes que somos apenas dois no formato de um. e como amamos, e como cantamos felizes noites e noites adentro. mas cansou voc~e, agora canso eu. eu te amo, e sinto muita falta do que outrora fomos.

madrugadas telefônicas

sejamos sinceros: ninguém quer voltar a olhar para trás. nós dois já nos machucamos demais entre as idas e vindas da nossa insanidade, já nos perdemos demais entre cheiros e toques, para macular a pureza do que sentimos. e somente eu e você sabemos o quanto sentimos, o quanto sofremos, o quanto amamos. ninguém vai poder dizer que foi perfeito, ninguém vai poder dizer que foi ingênuo. somente nós.
eu não sabia por onde começar a caminhar quando nossos pés se desencontraram, a cama estava em outro canto do quarto, as caixas de madeira empilhadas em outro cômodo. ninguém sabia o que significava aquela colcha pendurada na janela, aquele espelho amarrado ao armário do banheiro. ninguém viu o desenho coberto pela tinta fresca, os arranhões nas paredes, o desespero acumulado em cada canto da casa.
não, não voltaremos a olhar para trás, pois foi tudo lindo e intenso enquanto restava a esperança de sermos o um-só que nunca poderia existir, nem ansiaremos por um futuro reencontro. seguiremos em frente, e quase sem guardar rancor olharemos para o outro lado da rua, a observar o que não veio.

madrugadas telefônicas

sejamos sinceros: ninguém quer voltar a olhar para trás. nós dois já nos machucamos demais entre as idas e vindas da nossa insanidade, já nos perdemos demais entre cheiros e toques, para macular a pureza do que sentimos. e somente eu e você sabemos o quanto sentimos, o quanto sofremos, o quanto amamos. ninguém vai poder dizer que foi perfeito, ninguém vai poder dizer que foi ingênuo. somente nós.
eu não sabia por onde começar a caminhar quando nossos pés se desencontraram, a cama estava em outro canto do quarto, as caixas de madeira empilhadas em outro cômodo. ninguém sabia o que significava aquela colcha pendurada na janela, aquele espelho amarrado ao armário do banheiro. ninguém viu o desenho coberto pela tinta fresca, os arranhões nas paredes, o desespero acumulado em cada canto da casa.
não, não voltaremos a olhar para trás, pois foi tudo lindo e intenso enquanto restava a esperança de sermos o um-só que nunca poderia existir, nem ansiaremos por um futuro reencontro. seguiremos em frente, e quase sem guardar rancor olharemos para o outro lado da rua, a observar o que não veio.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

por te amar num susto

um friozinho na pele e uma saudade que embrulha o estômago me levantaram às sete da manhã sem nenhum motivo. três horas antes do primeiro compromisso me deram tempo para pensar no presente e no futuro, e ver que o mundo me reservou as melhores minas preciosas da temporada. se não tivesse eu perdido nesse mundo transloucado, onde levariam-me essas botas, que estradas me esperariam?
mas só de lembrar meu cheiro em teu cobertor, sua letra nos meus cadernos, minhas marcas entrecobertas por teus pêlos, gira meu sangue sob a pele!