o trânsito é lento, os sons são mais baixos, as tardes mais mornas. o outono que veio com minha idade deixa cair lentamente as primeiras folhas. as unhas cresceram e os impulsos cairam, as paisagens ganharam um gostoso céu baunilha. descobri os toques que guardei no fundo do bolso, as conversas que não usei, as músicas que deixei de lado.
meu d'n'b agora é jazz, meus banhos são longos e mornos, minha praia tem céu azul e brisa forte. cada dia de um jeito, sob tudo que os deuses me deram.
segunda-feira, 31 de março de 2008
quinta-feira, 20 de março de 2008
para o 22...
palavras estouram contra minha guarda, que por mais fechada, deixa respingar em mim tudo que não quero. gritos de não quero mais ecoam.
idéias que não permiti me brotam, mesmo adubando a terra com cal. arrependimentos batem sem som de passos.
o tempo meio que congela, entre o ato inicial até a compreensão, leva-se alguns segundos para processar. minutos que parecem horas, que tensionam o ar, congelam tudo que se mexe. não respira.
listas e nervosismos cobrem a mesa e a área de trabalho, roem unhas, afundam o gesso ainda fresco, deixam marca no piso encerado por onde quer que corra agoniado. as bitucas de cigarros amontoam-se sobre os móveis, em cinzeiros lotados, sobre papéis amassados, potinhos de iogurte.
e as palavras, o "não" confirmado, os amores de longe, tão incompreendidos e enraizados, quebram no meu peito esse delicado cálice de um dia pode ser.
quebram a vontade, mas deixam uma ponta de remorso em cada caco jogado sobre a madeira brilhosa do chão.
idéias que não permiti me brotam, mesmo adubando a terra com cal. arrependimentos batem sem som de passos.
o tempo meio que congela, entre o ato inicial até a compreensão, leva-se alguns segundos para processar. minutos que parecem horas, que tensionam o ar, congelam tudo que se mexe. não respira.
listas e nervosismos cobrem a mesa e a área de trabalho, roem unhas, afundam o gesso ainda fresco, deixam marca no piso encerado por onde quer que corra agoniado. as bitucas de cigarros amontoam-se sobre os móveis, em cinzeiros lotados, sobre papéis amassados, potinhos de iogurte.
e as palavras, o "não" confirmado, os amores de longe, tão incompreendidos e enraizados, quebram no meu peito esse delicado cálice de um dia pode ser.
quebram a vontade, mas deixam uma ponta de remorso em cada caco jogado sobre a madeira brilhosa do chão.
segunda-feira, 10 de março de 2008
grampo!
sintam-se livres para extender o texto nos comentários. =)
grampo!
me vejo medindo palavras
contando pirraças
aonde não tem
me vejo fingindo ser outro
um ledo engodo
não engano ninguém
me pego olhando seus olhos
nos albuns de fotos
que não vejo mais
falando seu nome no escuro
pra ver se em sussurro
eu te tenho em paz
te espero mesmo quando
meu passado te sufoca
ao telefone
ou em outras vias não convencionais
grampo!
me vejo medindo palavras
contando pirraças
aonde não tem
me vejo fingindo ser outro
um ledo engodo
não engano ninguém
me pego olhando seus olhos
nos albuns de fotos
que não vejo mais
falando seu nome no escuro
pra ver se em sussurro
eu te tenho em paz
te espero mesmo quando
meu passado te sufoca
ao telefone
ou em outras vias não convencionais
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