domingo, 22 de abril de 2012

eu não consigo desviar meu pé da estrada
que enamora meus caminhos com os seus
que transborda ansioso pela carta
que ainda quererás me escrever
e transita pelos temas mais batidos
pelos nós que nossa linha adquiriu
mas não há tempo pra deixar à armadura
não há tempo pra deixar de não provar
de provar, e deixar escorrer aos lábios

então sorva, oh criança, sorva
toda ânsia e ímpeto que à alma clama
minha loucura, é parte nossa.

sábado, 14 de janeiro de 2012

tô de saco cheio de ter minha vida sempre fudida pelo externo. não sei como ser diferente, e não sei com ser igual a todos. não sei ser receptivo quando tudo que me ronda é feito de núvens. não sei ser eu mesmo quando sou coagido e não sei ser natural quando conspiro contra mim. pois meu botão de auto sabotagem é ao lado do botão do portão eletrônico, e sempre aperto um quando tento apertar o outro. porque um bicho com medo é capaz de entregar o tabuleiro, e eu tenho medo o tempo todo. e eu não sei o que fazer com toda essa merda que sinto, e nem sei fazer fluir todo meu sangue na direção que quero sem fazer merda pelo caminho. eis um cara frustrado com seus próprios sentimentos. pois já não sei o que é diferente de mim e bom, ou semelhante tão demoníaco quanto, já que quando olho para mim, nada mais vejo que a maldade alheia impregnada em meu poros. e nem relevante mais sou eu, já que o fim do meu ciclo deve chegar assim que as pílulas fizerem efeito, e eu já não responder mais pelos meus desatinos, já que vivo brigando, tentando, lutando, egladiando-me contra minha palavfras