sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

no final, eu grito

amarrando em postes divido e distribuo, agressivamente, todo meu ódio. tentando despistar sua perseguição, atiro para trás sem olhar, para os lados como precaução, para frente para abrir caminho. bombas de insanidade eu jogo, desejando acertar a todos, inclusive a mim. explode em mil tons de vermelho, matizes de corres quentes para queimar o seu desejo de vir atrás, por mais que os caminhos sejam trocados para te perder. e os ancoradouros não param de sumir na névoa, cada dia mais turva pela falta de direção.
escalo montes que não sei onde dão, mas procuro subir com todo afinco e vontade que posso reunir. centenas de microesferas de água caem sobre minha cabeça e me afogam na tempestade de pensamentos aleatórios que costumava me fazer doente, e que hoje me movem para lugar algum, mais uma vez machucado pelos atos alheios.
tentando acender meu cigarro na chuva eu caio, mais uma vez, na tentação do impossível. por onde trilhar, mais uma vez não sei.

Um comentário:

Anônimo disse...

Como sempre em busca de algo que se perdeu - ou nunca se perdeu - sei lá.

Acho que o que te move mesmo é a busca, buscar... buscar.... buscar... é interessante esse texto.
Ai eu sou péssimo com comentários.

Te amo, vc é foda!