compartilhando minha tosse contigo nesses dias frios, acabei te fazendo ficar como eu. não tão intenso, não tão passional, mas com comportamento parecido. não sei tanto de você trouxe até aqui, nem quanto de mim pode absorver. não importa tanto assim, no fundo. o olhar é o que vai primeiro, e quando passamos, todos notam o ar de cumplicidade no ar. e nós erguemos nossa bandeira.
atravessar calçadas nas bandas de cá no mesmo ângulo, e atravessar ruas nos mesmos pontos. enquanto eu não sei tirar a bagunça, você sopra a poeira pra baixo da cama, da estante da sala, para as teclas do computador, enquanto empilho pratos sujos.
não me parece tão natural assim esse agir por osmose, mas resultado do atrito da água sobre as rochas das encostas que, vindo a calhar, é mais válido que o fingir. é querer compartilhar.
hoje vejo você mais perto. hoje vejo você ao lado, me esperando para dormir. hoje me vejo melhor no espelho. hoje te vejo me ajudar a conseguir. hoje eu já posso ver onde minha mão vai. hoje te vejo aqui, e consigo até ir ao banheiro de porta aberta.
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