segunda-feira, 11 de junho de 2007

enquanto isso, dou voltas

você não sabe o que fiz para esquecer que estou só. vi pessoas que não via há tempos, fui a shows desconhecidos, bebi sozinho trancado no quarto, esperando que você ligasse. dei voltas e voltas na cidade. procurei tua forma nas fumaças da fábrica. procurei minha volta nas fábricas de fumaça. fui na favela e voltei. fiz pactos inquebráveis. até rir de você já ri. busquei encontrar nessa casa algum canto que nao tivesse teu cheiro.
e enquanto o sucesso de minha empreitada não vem, fico aqui, dando voltas com palavras enquanto faço compressas de camomila nas olheiras.

2 comentários:

Anônimo disse...

que lindo

Alberto Pereira Jr. disse...

texto trágico, mas quem disse que não há beleza na tragédia né?